Introdução ao Windows - Parte 1

Jamais poderíamos falar sobre o funcionamento e controle de um sistema, sem antes falarmos um pouco sobre o gerenciamento de memória, como aquele sistema se comporta na hora de inicializar, quais arquivos carregam primeiro, em fim, detalhes sobre a partida da maquina, vamos entender como funcionam os arquivos de configuração e inicialização da maquina, como é montado o registro, desde o Windows 98 até o Windows vista e 7. Pensando assim, vamos começar tentando entender como são gerenciados os endereços de memória e como a Microsoft sempre os utilizou em cada sistema, começando pelo MSDOS para que tenhamos uma idéia mais aprofundada e possamos entender melhor o tema.

ARQUIVOS DE CONFIGURAÇÃO DO MS-DOS

CONFIG.SYS

O Sistema Operacional MS-DOS possuía um arquivo de configuração no diretório raiz, chamado CONFIG.SYS.

Era através deste arquivo que o sistema operacional era configurado em sua forma mais básica.

Nos sistemas Windows 9x e Windows NT, esse arquivo não era tão importante, pois raramente necessitavam que o usuário alterasse o seu conteúdo.

O mesmo, porém, não ocorria no MS-DOS.

Como o MS-DOS era um sistema operacional extremamente rudimentar, ele por si só não reconhecia os periféricos mais modernos da época - tais como unidades de cd-rom e placas de som, você deveria ensinar ao sistema como ele deveria fazer para lidar com estes recursos tão modernos "rsrsrsrs".

Este era o papel do driver, um pequeno programa carregado em memória que "ensinava" ao sistema como trabalhar com um determinado periférico. No MS-DOS, os drivers eram carregados geralmente pelo CONFIG.SYS.

Eles também poderiam ser carregados pelo AUTOEXEC.BAT. No CONFIG.SYS, os drivers eram carregados através do comando DEVICE= ou DIVECEHIGH=.

Além disso, o MS-DOS possuía outro grande inconveniente, ele trabalhava em modo real e por isto reconhecia somente 640 KB de memória RAM.

A solução para isto era fazer com que o driver fosse carregado na área de memória acima de 640 KB, chamada de memória superior, fazendo com que a memória convencional não ficasse muito ocupada.

Isto era feito através do comando DEVICEHIGH=.

A edição do CONFIG.SYS não era tão difícil, bastava utilizar o comando EDIT do MS-DOS. No prompt do MS-DOS, como: EDIT C:\CONFIG.SYS.

Os comandos existentes no CONFIG.SYS são exclusivos. Isto quer dizer que você não poderia entrar com um comando do CONFIG.SYS diretamente no prompt do MS-DOS.

Além do mais o CONFIG.SYS só era lido uma única vez, quando o sistema operacional era carregado. (Se você já fez um curso de MSDOS, coloquei para relembra, se não fez, essa é uma boa oportunidade de aprender os principais comandos utilizados).

PRINCIPAIS COMANDOS USADOS NO CONFIG.SYS

DEVICE= : Para carregar o controlador de dispositivo instável para a memória (um controlador de dispositivos instável é um programa que controla um componente de hardware).

DEVICEHIGH=: Para carregar um controlador de dispositivos instável na área de memória superior.

DOS=: Para especificar se o MS-DOS deveria usar a área de memória alta (HMA) e se permitiria acesso a área de memória superior (UMB).

FILES=: Para especificar quantos arquivos poderiam ser abertos ao mesmo tempo.

INSTALL=: Para carregar um programa residente em memória (TRS).

REM=: Para indicar que o seguinte texto é um comentário descritivo, não um comando. Poderia ser utilizado para desativar um comando.

SET=: Para define o valor de variáveis de ambiente, tal como prompt ou temp.

CONTROLADORES DE DISPOSITIVOS INSTÁVEL

Um controlador é denominado instável porque você o instala incluindo um comando no arquivo Config.sys

COUNTRY.SYS: Para definir as convenções de idioma do país

DISPLAY.SYS: Para aceitar mudança de página de códigos para monitores.

EMM386.EXE: Para simular memória expandida e permite o acesso a área de memória superior.

HIMEM.SYS: Para gerenciar o uso de memória estendida.

SETVER.EXE: Para carregar a tabela de versão do MS-DOS na memória.

Em geral, para que o seu micro fique "no ponto", você deve editar o CONFIG.SYS da seguinte forma:

Caso um dia você precise criar um CONFIG.SYS básico para MS-DOS e não sabe como ele deve ser, utilize o exemplo abaixo.

device=c:\dos\himem.sys

device=c:\dos\e,,386.exe noems

dos=high,umb

stack=9,256

files=40

buffers=20

country=055,,c:\dos\country.sys

devicehigh=c:\dos\display.sys con=(,850)

devicehigh-c:\windows\ifshlp.sys

CONFIG.SYS PADRÃO PARA WINDOWS 9X (95/98)

Device=c:\windows\command\display.sys con=(ega,,1)

Country=055,850,c:\windows\command\country.sys

CONFIGURANDO O AUTOEXEC.BAT

O AUTOEXEC.BAT é um arquivo em lote (extensão BAT). Isto significa que qualquer comando válido existente pode ser executado diretamente no prompt do MS-DOS, ao contrário do que ocorre no CONFIG.SYS, que possui comandos próprios. Sua edição pode ser feita através do comando EDIT C:\AUTOEXEC.BAT. Da mesma forma que ocorre no CONFIG.SYS, através do AUTOEXEC.BAT carregamos drivers, comandos e programas residentes em memória.

PRINCIPAIS COMANDOS USADOS NO AUTOEXEC.BAT

PROMPT: Para definir o aspecto do seu aviso de comando.

PATH: Para especificar os diretórios e a ordem na qual o MS-DOS pesquisa arquivos executáveis (arquivos com extensão COM, EXE, BAT).

ECHO OFF: Para instruir o MS-DOS a não exibir os comandos do seu arquivo autoexec.bat a medida que são executados.

SET: Para criar uma variável de ambiente que pode ser usada por programas.

LOADHIGH: Para carregar controladores de dispositivos instável para área de memória superior.

MODE: Para definir as características do seu teclado, monitor, impressora e portas de comunicação.

AUTOEXEC.BAT NO WINDOWS 9X

@ echo off

Set temp=c:\windows\temp

If exist c:\windows\temp\~*.* del c:\windows\temp\~*.*

Mode con codepage prepare=((850) c:\windows\command\ega.cpi)

Mode con codepage select=850

Loadhigh= c:\windows\command\keyb.com br

Loadhigh=c:\windows\command\doskey.com

Path=c:\windows;c:\windows\command;c:\

Cls

Adonel  Bezerra

Pós-graduado em Teoria em Educação a Distância e Docência do Ensino Superior;

MBA Executivo em Coaching;

Coordenador de cursos de pós-graduação.

Experiência em Gestão de Negócios, envolvendo-se com as áreas administrativa, financeira, comercial, produção e logística;

Experiência de mais de 20 anos como professor conferencista na área de segurança da informação;

Sólida experiência na gestão de negócios e tecnologia da informação;

Sólida experiência no meio acadêmico; 

Consultor de Segurança da informação com mais de vinte anos de experiência;

Treinamentos e palestras ministrados para milhares de profissionais em todo o Brasil;

Livro publicado pela Editora Ciência Moderna e diversos artigos publicados.

 

ALGUMAS PARTICIPAÇÕES COMO CONFERENCISTA OU PALESTRANTE

Centro Universitário do Maranhão – UniCeuma/2009 – Apresentação “O MERCADO DE CONSULTORIA EM SEGURANÇA DE INFORMAÇÃO. 

Universidade de Fortaleza|UNIFOR – Apresentação “TÉCNICAS HACKERS PARA TESTES DE INVASÃO”.

Faculdades Integradas do Ceará – FIC/2010 – Apresentação “ SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO”.

Escola de Gestão Pública do Estado do Ceará – /2012 – Apresentação “ SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO COM SOFTWARE LIVRE”.

Faculdade La Salle – 2013 – Apresentação “ESPIONAGEM INTERNACIONAL”.

Estácio|FIC/2013 – Apresentação “ ANÁLISE DE VULNERABILIDADES COMO FATOR PRIMORDIAL NAS ORGANIZAÇÕES”.

Estácio|FIC/2015 – Apresentação “PROVA DE CONCEITO”.

Devry Brasil|FANOR Salvador/BA, Fortaleza/CE, Belém/PA, Caruaru/PE, Recife/PE, Teresina/PI    - Apresentação “ VULNERABILIDADES DE SISTEMAS COMPUTACIONAIS”.

 

PROJETO PESSOAL – 1998 – Até o momento

- Fundador e Mantenedor de um dos maiores portais de Segurança de sistema do Brasil, o portal Clube do Hacker; www.clubedohacker.com.br

Fundador e mantenedor da Academia Linux www.academialinux.com.br

Fundador da BUCOIN – www.bucoin.com.br